Tarô não se aprende, mas se desperta

don't be a thug (1)Frequentemente as pessoas me perguntam o que é preciso para ler tarô. É necessário ter um dom ou mediunidade para ter o entendimento das cartas ou será que somente o estudo técnico é suficiente? Neste tempo de estudos, pesquisa e ensino reconheço que desejar conhecer as cartas já é um indicativo de que há uma afinidade do indivíduo com o oráculo. Afirmo isso pois noto que muitas pessoas vêm para a consulta sem nunca ter cogitado a possibilidade de trabalhar com o tarô, enquanto outras, já no primeiro contato, ficam fascinadas.

Alguns estudiosos do tarô afirmam de que para saber o tarô, é fundamental viver o tarô ao menos uma vez na vida. Penso que essa é uma afirmação verdadeira pois esbarra no critério da credibilidade, ou seja, como podemos confiar em alguém que ensina algo, mas que não vive o que prega?

Quem acredita que o tarô é apenas um conjunto de 78 cartas subestima seu poder e certamente a limitação estará presente na maneira como interpretará as cartas, superficialmente. O tarô pode ser uma poderosa ferramenta de controle de vida, promovendo além do autoconhecimento, uma melhor integração social na busca de aceitação e felicidade.

Perguntas existenciais!

Mas afinal como o poder do tarô se revela? É possível prever o futuro? Qualquer pessoa pode prever o futuro? Há garantias das previsões realizadas?

O tarô nos promove o encantador e mágico domínio de nossa própria vida. Para isso precisamos entender que o futuro ainda não existe pois ele é uma consequência das ações realizadas no presente. Quanto ao passado, ele é um acumulado de atitudes e experiências que resultam no que somos agora. Portanto, se quero construir um futuro diferente das perspectivas atuais, preciso ter atitudes, posturas e pensamentos diferentes.

O livre-arbítrio é uma benção, mas pode ser um pesadelo assombroso pois te torna absolutamente responsável por tudo que ocorre em sua vida. Suas escolhas o farão caminhar ou o congelarão exatamente onde está neste instante.

O tarô nos conduz a sermos mestres de nós mesmos, isso significa controle, responsabilidade e domínio. Além disso, representa também assumir e programar o futuro, construí-lo baseado em escolhas racionais e compromissos no tempo presente.

Aprender tarô requer desprendimento das concepções que previamente adotamos e das posturas assumidas, nas quais nos baseamos e nos moldamos para ver o mundo. Sendo assim, se vamos nos propor a estudar o tarô para compreender a nossa vida, precisamos fazê-lo de formas diversas. Será necessário nos despirmos das máscaras que fazemos uso para que tenhamos nossa alma limpa e tranquila para absorvermos o que os arcanos têm a nos revelar.

Ainda assim insisto, só podemos transmitir aquilo que temos em nós, o que nos nutre, alimenta e está interiorizado em nossa alma. O mesmo ocorre no aprendizado, visto que só conseguimos compreender e assimilar verdadeiramente aquilo que podemos experimentar, e isso significa que foi registrado em nossos corações e mentes.

Assim como crianças que aprendem a andar insistindo, treinando, caindo e levantando, recomendo que a melhor forma de aprender tarô é vivendo o tarô, aplicando-o em sua vida, seguindo suas orientações e utilizando-o como uma lente apurada, profunda e sagaz.

P.S.: O título deste artigo foi extraído da obra O Caminho do Louco de Roberto Caldeira

2 comentários sobre “Tarô não se aprende, mas se desperta

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