Mitos e Verdades sobre o Tarot

Mitos e verdades sobre o tarotDe tudo o que vemos publicados nos textos disponíveis na internet e do que ouvimos algumas pessoas que trabalham com as cartas apontar, há um fundo de verdade. Na última live no canal do Núcleo Sapienza no Facebook (Live – Facebook) falamos sobre os mitos e verdade do Tarô.

Contudo, é fundamental entender o que entendemos por mito e por verdade:

Mito – Na concepção do senso comum, mito seria aquilo que não é verdade. Contudo, podemos entender também como algo que não tem fundamento, não uma explicação lógica para isso e pode ter iniciado por uma crendice popular.

Verdade – Torna-se verdade para alguém, aquilo que foi adotado por ela como verdade, fruto da sua experiência prática.

  1. O tarot contém apenas 22 cartas (O tarot, originalmente contém 78 cartas: sua composição é feita dos arcanos maiores com 22 cartas dos arcanos maiores e 56 cartas dos arcanos menores)
  2. Existem cartas negativas e positivas no tarot (depende da perspectiva do intérprete e da forma como ele compreende a disposição das cartas)
  3. Tarólogos não fazem adivinhação (o uso do tarot na atualidade tem sido empregado como método de aconselhamento, promovendo o autoconhecimento. Contudo ele pode auxiliar na previsão de certas situações que podem ocorrer ou não de acordo com o livre-arbítrio de cada pessoa)
  4. Tarólogo é cartomante (Tarólogo lê tarot, e cartomante lê cartas (baralho cigano e cartas de baralho) particularmente prefiro chamar ambos de intérprete das cartas, pois creio que é exatamente o que fazemos)
  5. Tarólogos são bruxos (não praticam bruxaria, feitiçaria, macumbas etc)
  6. É preciso fazer uso de um ritual para ler o tarot (não é obrigatório, mas pode ajudar tem uma sequência de atos que auxiliem o intérprete na leitura)
  7. Leitura de tarot é dom (nem sempre, é possível estudar, se dedicar e compreender a leitura das cartas. Além disso, não é preciso ser médium para ler tarot)
  8. É preciso estudar muito para ler tarot corretamente (estudar ajuda, mas a prática é fundamental também)
  9. Qualquer pessoa pode aprender a ler tarot (isso não significa que será tarólogo – profissional-, é preciso mais que um curso para ser profissional da área)
  10. Métodos e tendências no tarot precisam ser acompanhadas (não existe “moda” no tarot no qual todos devem seguir e acompanhar para não sair fora do grupo. O intérprete precisa ter sua personalidade no lidar com as cartas que será desenvolvida ao longo de sua jornada com o oráculo)
  11. O tarot está fechado e não responde (tarot não é búzios e nem um cofre, muito menos um livro tipo diário. O tarot deve ser interpretado por aquele que conhece o código simbólico presente nas cartas, então se o tarólogo não consegue “ler” há necessidade de estudar mais ou mudar de tarot)
  12. Ler tarot é dom e deve ser gratuito (há um custo para a leitura de tarot, entre eles o próprio baralho, incenso, pedras, velas (caso as utilize), luz, mobiliário, livros, cursos além do próprio tempo que a pessoa emprega nos estudos e na leitura propriamente dita. Creio que este investimento deve ser minimamente recompensado.
  13. O tarot e o tarólogo não “erram” (se o tarólogo não souber decifrar o código simbólico impresso nas cartas, a leitura não será assertiva e poderá haver erros sim)
  14. Somente podemos usar o tarot após sua consagração (em alguns países da Europa o tarot é lido em qualquer lugar sem nenhum preparo prévio do baralho ou do ambiente. No Brasil esse contexto assume uma outra postura e, portanto, sabemos que pode variar de cultura para cultura e consequentemente de pessoa para pessoa)
  15. Há horários específicos para leitura das cartas (se for tarólogo profissional, quem faz a agenda é a própria pessoa, se não é preciso ponderar sobre a necessidade real do consulente, afinal, problemas não escolhem a hora para aparecer)
  16. Não podemos abrir as cartas em dias santos e feriados (a justificativa acima vale para este item também)
  17. Outra pessoa não pode tocar no baralho para não cruzar a energia (Na leitura, a escolha das cartas pelo consulente é fundamental pois vamos ler a “energia” do mesmo, sendo assim é recomendável que o mesmo toque nas lâminas)
  18. Não podemos atender pessoas a distância (a não ser que as pessoas envolvidas tenham concentração no momento da leitura, mesmo estando a distância, a leitura poderá ser realizada)
  19. Mulheres grávidas e crianças não podem ler tarot (há necessidade de ponderar sobre a pergunta e o quanto ela está apta para compreender e aceitar o que as cartas tem a lhe dizer. No caso de grávidas, principalmente com relação ao risco do bebê, precisa ser avaliado com cuidado o quanto uma notícia “ruim” poderá impactar na gestação)
  20. “Não gostei da resposta, posso perguntar novamente? ” (o tarot analisa o ser humano, não o humor da pessoa, ou seja, tarot não é loteria para ser tirado até acertar a resposta que o consulente deseja)
  21. As cartas só podem ser abertas no intervalo de pelo menos 30 dias pois não “respondem” antes (muitas vezes, após uma leitura com certas ”previsões” as mesmas podem acontecer rapidamente, podendo assim haver uma nova leitura. O mesmo pode ser feito no caso de algum acontecimento não “previsto” mudar o curso da história de maneira que as orientações não sirvam mais e uma nova abertura das cartas seja necessária)
  22. O tarot está associado aos ciganos (não há vestígios históricos válidos que comprovem essa afirmação)

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